Raupp afirma que contratação de pessoas dependerá da necessidade dos projetos

C&T Economia - Economia

Do Recife (PE) - A falta de profissionais para o setor da ciência, tecnologia e inovação foi questionada na 65ª edição da Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O Fórum Nacional das Entidades Sindicais da Carreira de Ciência e Tecnologia (Fórum de C&T) distribuiu aos participantes uma carta aberta que aponta problemas no setor.

Média de idade dos profissionais das unidades de pesquisa do MCTI é de 52 anos. Foto: Marcos Santo/USP ImagensMédia de idade dos profissionais das unidades de pesquisa do MCTI é de 52 anos. Foto: Marcos Santo/USP ImagensEntre as reclamações está a falta de recomposição de pessoal das unidades de pesquisa vinculadas ao Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI). O titular da pasta, Marco Antonio Raupp, se mostrou incomodado com a reivindicação das entidades sindicais. Ele garantiu que não aceitará pedidos de contratação de pessoas sem que estejam vinculados a projetos.

“Eu não quero ouvir dos gestores  das unidades de pesquisa que precisam contratar pessoas para fazer tal coisa. Eu não quero fazer mais do mesmo. Nós queremos que todos os órgãos façam uma avaliação sobre a mão de obra necessária. Com esse estudo, vamos a campo batalhar por essas vagas”, ressaltou.

Em abril deste ano, a Agência Gestão CT&I mostrou que as entidades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (EPDIs) do Brasil poderão perder dois terços da força de trabalho até 2020.  Há 24 anos, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) possuía cerca de 1.600 profissionais. Hoje, de acordo com o órgão, a instituição têm 985.

Dados do MCTI mostram que alguns institutos têm menos de cem funcionários. É o caso do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), com 14 profissionais, do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), com 24, e do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), com 64. O Fórum de C&T também demonstrou preocupação com a média de idade dos funcionários -  52 anos -  em que muitos estão com tempo de serviço suficiente para se aposentar.

Segundo o titular do MCTI, há diversas ações em desenvolvimento para a contratação de novos funcionários. “Temos concurso autorizado para a Agência Espacial Brasileira [AEB] que desde a sua fundação não possui quadro próprio. A área espacial ainda tem autorização para contratação de 800 técnicos”. Raupp lembrou que foi aprovado também uma seleção pública para a Comissão Nacional de Energia Nuclear e uma série de outros para complementar esse espaço.

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