Descoberta feita por brasileiros e suecos pode ajudar na cura do Alzheimer

C&T Saúde - BR

Foto: Marcos Sacramento/USP ImagensCientistas brasileiros e suecos, em estudo desenvolvido conjuntamente, publicado na revista Nature Neuroscience deste mês, descobriram o funcionamento do mecanismo da memória que pode ajudar na elaboração de medicamentos para a cura do Alzheimer e da Esquizofrenia, entre outras doenças. A pesquisa foi possível devido a um convênio de cooperação científica financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Segundo os cientistas, o cérebro utiliza somente um mecanismo para gravar e lembrar memórias, alternando entre uma função e outra em fração de segundo. Os pesquisadores descobriram que a ativação de um tipo específico de neurônios, conhecido como  OLM, altera o fluxo de informação do hipocampo - região cerebral que funciona de forma semelhante à memória RAM dos computadores, armazenando temporariamente a informação que depois será salva no córtex.

Para testar a hipótese, um grupo de cientistas suecos - liderado por Klas Kullander - gerou camundongos transgênicos cujos neurônios brilham quando iluminados por luz verde. O experimento se deu da seguinte forma: um vírus geneticamente modificado foi injetado no animal, deixando as células OLM sensíveis à luz. Ao utilizarem fibras óticas, os cientistas conseguiram ativar e inativar essas células, fazendo uso de uma técnica que permite a ativação de neurônios específicos no cérebro (optogenética).

O estudo mostrou que as células OLM modulam a entrada e a saída de informações nas vias do hipocampo. Quando ativadas, essas células priorizam os sinais provenientes do próprio hipocampo, atraindo as memórias armazenadas ao mesmo tempo em que fecham a entrada de informações sensoriais na região.

A próxima etapa das pesquisas é fazer estudos eletrofisiológicos no Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com base em uma investigação da atividade elétrica do cérebro, para entender de que forma as células OLM influenciam as ondas cerebrais no hipocampo, também envolvidas na formação de memórias.

 

Possíveis medicamentos

Durante os trabalhos, foi descoberto que as células responsáveis pela memória são sensíveis à nicotina, precisamente o grupo analisado. O foco do trabalho agora é desenvolver um medicamento semelhante à substância, porém, sem os efeitos nocivos.

O neurocientista e professor da UFRN Richardson Leão, integrante do grupo de pesquisa, explica que é necessário ter calma em relação aos remédios que serão desenvolvidos. “As pesquisas são feitas com animais - neste caso específico, com roedores - que são diferentes dos seres humanos, embora, no caso das células estudadas, existam semelhanças.”

(Agência Gestão CT&I de Notícias com informações da Agência Brasil)

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