Apesar das críticas, 190 países aprovam documento da Rio +20

C&T Meio Ambiente - BR

Mesmo com críticas, 190 países concordam em assumir os compromissos definidos no documento-base da Rio+20. Foto: Fabio Pozzebom/AbrMesmo com críticas, 190 países concordam em assumir os compromissos definidos no documento-base da Rio+20. Foto: Fabio Pozzebom/Abr

Foi aprovado na sexta-feira (22) sob críticas, por 190 países, o documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O texto “O Futuro Que Queremos”, cuja versão já havia sido apresentada no dia 19, traz compromissos como o fortalecimento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e a criação de um Fórum Político de Alto Nível Internacional.

Na avaliação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Rio +20 chegou ao fim com um retrocesso quando comparada a Eco 92. O secretário-geral da entidade, dom Leonardo Steiner, afirmou que a economia verde defendida pelas autoridades governamentais foge do debate central de desenvolvimento de uma política ambiental que promova o crescimento sustentável.

“A Rio+20 indica uma resposta a essas questões com a chamada economia verde. Se esta, em alguma medida, significa a privatização e a mercantilização dos bens naturais, como a água, os solos, o ar, as energias e a biodiversidade, então ela é eticamente inaceitável”, afirmou.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, também fez ressalvas ao documento final. Na opinião dela, questões como a dos direitos reprodutivos das mulheres, “em que o Brasil já avançou tremendamente”, e de oceanos, “embora aprovado o tratado”, não avançaram na conferência.

“Creio que, na questão da produção e do consumo, além da adoção do plano [para que os países atinjam a sustentabilidade nessas duas áreas], nós poderíamos ter deixado claro o que significa isso. O plano é excepcional, mas como é que nós vamos transformar com as obrigações dos países desenvolvidos?”, questionou Izabella.

Ao final da conferência, Bolívia e Equador também foram contrários a alguns pontos do documento, como a redução dos subsídios aos combustíveis fósseis. Os países afirmaram que não vão aceitar qualquer monitoramento externo a suas políticas energéticas internas. A Bolívia também disse rechaçar o conceito de economia verde que, para o governo, é o mesmo que mercantilizar a natureza. Já a União Europeia e o Peru ressaltaram que queriam um documento mais ambicioso.

O secretário-geral da Rio +20, o chinês Sha Zukang, lembrou que o cumprimento de metas dependerá da responsabilidade com acordos assumidos. “Os resultados complementam-se e os compromissos firmados são importantes, mas o trabalho começa agora. Prometer é fácil. Mas manter os compromissos com a sustentabilidade exige esforço”, alertou.

Já a presidente da República, Dilma Rousseff, destacou que os resultados concretos da Rio+20, soma-se um “legado intangível”, que é a mobilização de uma nova geração no Brasil e no mundo, em torno dos desafios da sustentabilidade. “Assim como em 92 [a conferência] terá efeito transformador nas gerações atuais e futuras.”

(Agência Gestão CT&I de Notícias, com informações da Agência Brasil)

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