Declaração final da RIO +20 desagrada cientistas

C&T Meio Ambiente - BR

Foto: Marcello Casal Jr/AbrFoto: Marcello Casal Jr/AbrA comunidade científica especializada em meio ambiente aproveitou um workshop, realizado em São Paulo (SP), para fazer um balanço da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (RIO+20). De acordo com os pesquisadores, o documento final não refletiu o empenho da categoria em determinar uma agenda dedicada à sustentabilidade global.

Segundo o coordenador do Programa Biota da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Carlos Alfredo Joly , a comunidade científica chegou à conferência preparada para fornecer subsídios capazes de influenciar a agenda de implementação do desenvolvimento sustentável.

“Chegou-se a um documento genérico, que não determina metas e prazos e não estabelece uma agenda de transição para uma economia mais verde ou uma sustentabilidade maior da economia”, afirmou Joly .

A maior esperança dos cientistas para que a conferência tivesse um resultado concreto, de acordo com Joly, era que o texto final reconhecesse o conceito de limites planetários. “De 1992 até hoje, tivemos um grande avanço no conhecimento em relação aos limites planetários com o trabalho de Rockström que se tornou um clássico”, disse. “Destacar isso no texto final poderia contribuir para uma mudança de paradigmas que definiria uma nova trajetória para o planeta. Mas isso não foi feito”, destacou.

O tema da biodiversidade recebeu pouca atenção no documento final da RIO+20 na avaliação dos pesquisadores. Paulo Artaxo, membro da coordenação do Programa de Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG) da Fapesp, ressaltou que as menções à questão das mudanças climáticas também foram quase nulas.

“O texto final da RIO+20 tem 53 páginas, divididas em 283 tópicos. Desse total, apenas três tópicos mencionam a questão do clima. Para se ter uma ideia, há seis tópicos sobre igualdade de gênero e dez sobre lixo químico”, lembrou.

Para o pesquisador, no entanto, seria ingenuidade acreditar que a conferência poderia trazer soluções imediatas para a questão da sustentabilidade global. Ele acredita que a RIO+20 evidenciou que o mundo se ressente da falta de governança para lidar com a questão do clima global.

A RIO+20 teve cerca de mil participantes, além de outros mil que acompanharam pela internet. Foram 11 sessões temáticas, onde 110 cientistas de 75 países discutiram temas centrais para o desenvolvimento sustentável. Houve ainda 24 eventos paralelos que congregaram cerca de 100 palestrantes.

(Agência Gestão CT&I de Notícias com informações da Fapesp)

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