Brasil e Estados Unidos discutem novas parcerias em segurança cibernética

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Novas possibilidades de parcerias entre Brasil e Estados Unidos em segurança cibernética foram discutidas, nesta quarta-feira (30), durante a visita do diretor de Ciência da Computação, Informação e Engenharia da Fundação Nacional de Ciências (NSF, na sigla em inglês), Jim Kurose, ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Desde 2015, o ministério, por meio da Secretaria de Política de Informática (Sepin), e a NSF já realizaram dois workshops bilaterais e lançaram uma chamada coordenada em segurança cibernética. O diretor de Ecossistemas Digitais da Sepin, Otávio Caixeta, reforçou o interesse de expandir a cooperação nos setores de educação em tecnologias de informação e comunicação (TICs) e de inteligência artificial.

Já o secretário de Política de Informática, Maximiliano Martinhão, destacou que a segurança cibernética é um aspecto fundamental na estratégia de transformação digital do país. Por isso, sugeriu a necessidade de lançar uma nova chamada coordenada entre os dois países em 2018. “Sem a segurança da rede, os usuários não têm confiança e não são estimulados a usar a internet cada vez mais.”

Jim Kurose ressaltou que a NSF tem grande interesse em continuar financiando pesquisas de alta qualidade e tornar possível a colaboração internacional. Segundo o diretor, os trabalhos realizados têm resultado em grandes pesquisas e possibilitado colaborações importantes entre pesquisadores. “Temos cinco times com integrantes do Brasil e dos Estados Unidos e, além das pesquisas, estamos compartilhando pessoas, o que é muito importante.”

Um exemplo é a chamada coordenada lançada em 2016, numa iniciativa conjunta da Rede Nacional de Pesquisa e Ensino (RNP), supervisionada pelo MCTIC, e da NSF. O edital apoia cinco projetos nas áreas de detecção de malware, Internet das Coisas, sistemas ciberfísicos e ciber-humanos e segurança e privacidade em redes. Os projetos, que estão em processo de contratação, terão duração de dois anos e um orçamento de US$ 3 milhões, sendo metade financiada pela NSF e a outra por recursos procedentes da Lei de Informática.

No encontro, também foi apresentado um balanço sobre os workshops bilaterais em segurança cibernética já realizados, que reuniram pesquisadores e acadêmicos dos dois países, além de empresas do setor. A organização dos eventos contou com o apoio da Sociedade Brasileira de Computação (SBC) e da Universidade da Flórida. O primeiro evento foi realizado no Brasil, em 2015, e o segundo, nos Estados Unidos, em 2016.

(Agência ABIPTI, com informações do MCTIC)


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