BNDES tem lucro líquido de R$ 1,34 bilhão no primeiro semestre

C&T Economia - Economia

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro líquido de R$ 1,34 bilhão no primeiro semestre de 2017. A redução de 92,7% da despesa com perdas em investimentos e o maior retorno proporcionado pela carteira de renda variável, na forma de dividendos, equivalência patrimonial e alienações, foram as principais contribuições do resultado de participações societárias, oriundo majoritariamente da subsidiária de participações BNDES Participações S.A (BNDESPAR).

Houve recuperação em relação ao mesmo período de 2016, quando o BNDES havia apurado prejuízo líquido de R$ 2,17 bilhões. O resultado bruto com participações societárias - que passou de uma perda de R$ 4,92 bilhões, entre janeiro e junho de 2016, para um ganho de R$ 1,42 bilhão no mesmo período de 2017 - influenciou positivamente o balanço.


No que diz respeito aos papéis da JBS, a BNDESPAR decidiu realizar os cálculos para verificação do valor recuperável (teste de impairment) apenas no segundo semestre de 2017, devido à grande volatilidade no valor das ações da empresa no período recente.

Na carteira de crédito e repasses líquida, houve redução de 4,6% no primeiro semestre de 2017, equivalente a R$ 27,83 bilhões, pelo fato de as liquidações das operações terem superado os desembolsos realizados no período e por causa do aumento de R$ 4,16 bilhões da provisão para risco de crédito.

Com isso, a disponibilidade financeira cresceu 58,2% no primeiro semestre de 2017. O produto de intermediação financeira apresentou redução de R$ 3,9 bilhões na comparação entre o primeiro semestre de 2016 e o de 2017 principalmente pela redução da rentabilidade média da carteira de tesouraria, além do efeito da queda de volume na carteira média de crédito.

Foi feita provisão para risco de crédito complementar de R$ 1,4 bilhão ao mínimo requerido pela Resolução CMN 2.682/99, visando à cobertura de riscos adicionais por conta das incertezas do cenário econômico atual.

A provisão para risco de crédito no primeiro semestre de 2017 atingiu R$ 17,11 bilhões, o equivalente a 2,85% da carteira total. A inadimplência, por período maior que 30 dias, recuou de 2,81%, em dezembro de 2016, para 2,45%, em 30 de junho deste ano. A carteira de crédito e repasses manteve a boa qualidade, com 96,2% de suas operações classificadas entre os níveis AA e C. Esse patamar é superior à média registrada pelo Sistema Financeiro Nacional, de 89,6%.

No primeiro semestre de 2017, o patrimônio líquido teve redução de R$ 5 bilhões, reflexo do ajuste de avaliação patrimonial negativo das carteiras de participações em sociedades não coligadas e de títulos e valores mobiliários, que alcançou R$ 4,22 bilhões, e do pagamento de dividendos complementares relativos ao lucro líquido de 2016, no valor de R$ 2,12 bilhões.

As demonstrações financeiras consolidadas do BNDES para o trimestre encerrado em 30 de junho de 2017 estão disponíveis no site do Banco e no da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

(Agência ABIPTI com informações do BNDES)


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