Mão de obra e qualidade da internet atrasam massificação da agricultura de precisão

C&T & Agro - BR

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados debateu na última quinta-feira (10) a deficiência na formação de mão de obra e a inexistência de conectividade de internet em grandes áreas do interior do País.

Os diversos especialistas participaram do encontro apontaram a capacitação de trabalhadores como  um dos principais empecilhos para a difusão da modalidade de produção conhecida como agricultura de precisão (AP) no País.

Este modo de produção usa tecnologias como GPS, sensoriamento remoto e análise de imagens obtidas por satélite no campo para aumentar a produtividade e o lucro por meio da detecção de áreas mais ou menos produtivas dentro da mesma plantação.

Estas ferramentas, como o uso de drones ou sensores nos tratores, são capazes de detectar, dentro da mesma lavoura, áreas com índices três vezes maiores ou menores de produção, o que facilita a correção do solo e o uso de insumos de maneira pontual e precisa.

Deputados da comissão manifestaram preocupação com os custos e a formação da mão de obra. "Como é que nós poderíamos trazer esse processo em um contexto de mão de obra com pouca capacitação no campo?”, perguntou o deputado Valdir Colatto (PMDB-SC).

"Como é que a gente consegue fazer com que essas tecnologias, esses conhecimentos, cheguem lá na pontinha, lá onde não tem internet, onde o celular não pega?”, reforçou o deputado Heitor Schuch (PSB-RS).

Números

Não existem dados precisos sobre o uso dessas tecnologias no País, mas José Paulo Molin,  representante da Associação Brasileira de Agricultura de Precisão, com base em informações fornecidas por uma empresa que atua na área de grãos, estima que 15% dos produtores agrícolas adotam a tecnologia para aumentar a eficiência.

Para difundir essas técnicas, Molin sugere a adoção de incentivos fiscais para baratear equipamentos como GPS, o aumento da área servida por banda larga e melhorias na formação de mão de obra.

“O operador de trator de 15 anos atrás não tem mais espaço. Precisa saber operar o computador. E como fazer isso sem conectividade no campo? Precisamos oferecer à comunidade soluções aceitáveis do ponto de vista técnico”, disse.

Desenvolvimento tecnológico

João Alfredo Saraiva Delgado, diretor de Tecnologia da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), apontou o investimento em startups como uma das maneiras de propagar e baratear a tecnologia.

“Como é que um fazendeiro pode usar agricultura avançada? Ele precisa de alguém que entenda de inteligência artificial, comunicação máquina-terra, big data. Isso sai muito caro e as startups podem ajudar a popularizar a tecnologia”, disse.

A deputada Tereza Cristina (PSB-MS), uma das autoras do pedido de realização da audiência pública, resumiu o problema. “Daqui a 30 anos o Brasil terá a responsabilidade de alimentar 40% do mundo. E isso será feito com o uso dessa tecnologia e o investimento em pesquisa e desenvolvimento tecnológico”, disse.

(Agência ABIPTI com informações da Agência Câmara)


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