Gestores defendem fomento à economia criativa como saída da crise

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Seminário realizado nesta quinta-feira (10) na Câmara dos Deputados discutiu a importância do apoio a startups e a criação de políticas públicas de incentivo à economia criativa, que reúne atividades nas quais a criatividade e o capital intelectual são a matéria-prima para a criação, a produção e a distribuição de bens e serviços.

De acordo com informações levadas à Comissão, apesar de pouco conhecida, a economia criativa representa quase 3% do Produto Interno Bruto (PIB) e deve ter um crescimento de 4,6% ao ano até 2021, sendo responsável por 850 mil empregos diretos.

Para o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, a economia criativa pode ser um caminho para que o Brasil enfrente a crise econômica. Ele lembrou que, enquanto a indústria se automatiza e demite pessoas, as atividades relacionadas à economia criativa absorvem muita mão de obra.

Ana Clévia Lima, gerente de Comércio e Serviços do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), afirmou que é preciso fomentar o crescimento da economia criativa e, para isso, já existem instituições que apoiam as startups. "O Brasil precisa se reinventar. A gente não pode, em relação à economia criativa, agir como agimos em relação a outras atividades econômicas em que o País teve uma imensa oportunidade de se posicionar no mercado – não só nacional como internacional – e perdeu essas oportunidades", disse a gerente do Sebrae.

Já o representante da escola Perestroika, Dario Joffily, destacou a criatividade dos brasileiros como algo que já está movimentando a economia. "Nós temos muitos empreendimentos, muita coisa acontecendo, muitos modelos de negócio sendo criados, gerando inovação e tendo relevância tanto no Brasil quanto fora daqui", afirmou.

Incentivo público

O presidente da Comissão de Cultura, deputado Thiago Peixoto (PSD-GO), defendeu a adoção de políticas públicas para fomentar a economia. "Outros países encaram isso de uma forma mais profissional, mais estratégica, e conseguiram avançar muito mais. Neste momento de crise, o Brasil tem que ser criativo, inovador e ter uma estratégia nacional de economia criativa para potencializar algo em que nós já somos bons, mas podemos ser ainda melhores", declarou.

Segundo o representante do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Frederico Barbosa, é preciso definir quais atividades pertencem à economia criativa para que o governo possa implementar políticas adequadas para o fomento de cada uma delas.

(Agência ABIPTI, com informações da Agência Câmara)


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