Programa Minha Casa, Minha Vida usará energia solar fotovoltaica a partir de 2017

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O ministro das Cidades, Bruno Araújo, anunciou nesta quinta-feira (10) medidas para implementar a energia solar fotovoltaica nas residências do Programa Minha Casa, Minha Vida. De acordo com ele, o estudo para colocar em prática essa iniciativa, desenvolvido pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), em parceria com Furnas e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), deve se transformar em portaria.

“Na próxima semana, realizaremos a assinatura de uma portaria para incorporar, já a partir deste ano, a energia solar fotovoltaica no Programa Minha Casa Minha Vida”, afirmou Araújo. “Esta medida alia três finalidades estratégicas do Ministério das Cidades: proporcionar habitação de qualidade para a população brasileira, promover a geração de emprego e renda, e contribuir para o desenvolvimento e fortalecimento da indústria nacional”, ressaltou.

Segundo o presidente executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia, a energia solar fotovoltaica deixou de ser cara e está acessível a todas as faixas de renda, como comprovado pela inserção desta tecnologia renovável no Programa Minha Casa, Minha Vida. Para ele, o anúncio trará importantes benefícios sociais, econômicos e ambientais à sociedade.

"Com um sistema de dois módulos fotovoltaicos e um microinversor será possível reduzir em até 70% os gastos com energia elétrica da população de baixa renda, aliviando seu orçamento e permitindo que invistam o dinheiro que antes era usado para pagar a conta de luz, em áreas como alimentação, saúde, educação e qualidade de vida”, comentou Sauaia.

O presidente do Conselho de Administração da Absolar, Nelson Colaferro, apontou a geração de empregos que o setor solar fotovoltaico brasileiro pode trazer a todas as regiões e municípios do país. “Recomendamos ao governo federal que aproveite a energia solar fotovoltaica como uma ferramenta transversal para o desenvolvimento do país, movimentando a economia e gerando milhares de empregos locais e de qualidade distribuídos ao redor do país”, ressaltou Colaferro.

A iniciativa é fruto de análises de viabilidade e de modelos de negócio, desenvolvidas por meio de um protocolo de intenções, assinado em 2016 entre o Ministério das Cidades, Ministério do Trabalho e Fiesp. Os estudos contaram com a coordenação da Federação e trabalhos técnicos da Absolar, Furnas e demais instituições parceiras.

(Agência ABIPTI, com informações da Absolar)