Estudo do governo sobre IoT define áreas estratégicas para a indústria

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O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apresentaram nesta segunda-feira (7), durante a 17ª reunião do Diálogos da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), em São Paulo (SP), o estudo sobre Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) voltado para a definição de um plano de ação para o país. O levantamento abordará com destaque a IoT em quatro frentes prioritárias: cidades, saúde, rural e indústrias.

O gerente de IoT do BNDES, Ricardo Rivera, acrescentou que o estudo dará enfoque aos setores automotivo e têxtil, na indústria de transformação, e à mineração e petróleo e gás, na indústria extrativa. Esses setores são apontados como os de maiores desafios em relação à Internet das Coisas.

“Trata-se de um estudo voltado para o diagnóstico da IoT, que pode trazer vários benefícios para o país. Temos três grandes ambições: definir uma inspiração para a IoT no Brasil, priorizar verticais e horizontais e fechar um plano para definições e monitoramento nos próximos 5 anos”, detalhou.

De acordo com Thales Marçal, coordenador-geral de Ciência e Tecnologia do MCTIC, o objetivo é entregar um plano de internet das coisas para a indústria, aliando a estratégia com a agenda de manufatura avançada. “A indústria tem grande importância dentro dessa estratégia, pois é quem gera o maior desenvolvimento no país”, afirmou Marçal.

Ele frisou que as condições para financiamento da inovação terão relação direta com a potencialização da Internet das Coisas no Brasil. “A IoT não é um bem, mas um meio para gerar algum ganho como a melhoria da competitividade da indústria e do agronegócio. E ampliar a possibilidade de o Brasil exportar tecnologia e melhorar a qualidade de vida do brasileiro”, enfatizou.

O líder da MEI Pedro Wongtschowski lembrou que a IoT gerará riquezas e levará desenvolvimento para a indústria brasileira. “A Internet das Coisas está cada vez mais presente na vida das pessoas. Em 2020, a expectativa é de que teremos cerca de 20 bilhões de dispositivos conectados”, ressaltou. Ele destacou que, entre os objetivos da MEI para esta agenda, estão o incentivo a adoção das novas tecnologias pelas empresas e o financiamento ao desenvolvimento tecnológico e da inovação.

A previsão é que o estudo elaborado pelo MCTIC e o BNDES, que já está em sua terceira fase, será concluído no último trimestre deste ano.

Patentes

O atraso em relação à análise e concessão de patentes no país levou o governo a lançar uma consulta pública sobre uma medida emergencial para reduzir o backlog de patentes. Presente ao Diálogos da MEI, o presidente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), Luiz Otávio Pimentel, apresentou as medidas que farão parte de um decreto do governo que tem por finalidade equacionar os problemas relativos ao tempo de concessão de patentes num prazo de três anos.

Pimentel destacou que a alternativa do INPI é aplicar um regime de procedimento simplificado de deferimento, incluindo somente o backlog atual, prevendo salvaguarda para o usuário e o mercado. Seriam contratados 163 servidores e 40 terceirizados no período de três anos para que o problema seja solucionado até 2020. O custo, segundo o presidente do INPI, seria de R$ 92 milhões em três anos.

“Estima-se que após a solução do problema do backlog, o trâmite de um pedido de patente seja concluído em até 24 meses, a partir do pedido do exame”, disse.

(Agência ABIPTI, com informações da Agência CNI de Notícias)