“Trabalhamos com a perspectiva de suprir o que é necessário para o CNPq", diz Kassab

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Reunião entre Gilberto Kassab e o presidente do CNPq, Mario Borges, discutiu a falta de recursos para as bolsas de pesquisa no país - Foto: Ascom/MCTICReunião entre Gilberto Kassab e o presidente do CNPq, Mario Borges, discutiu a falta de recursos para as bolsas de pesquisa no país - Foto: Ascom/MCTIC

A crise financeira e os contingenciamentos deixaram o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) sem verbas para pagar cerca de 104 mil bolsas de pesquisa a partir de setembro. Para a instituição cumprir esse e outros compromissos de apoio à pesquisa científica, precisam ser liberados cerca de R$ 570 milhões de seu orçamento deste ano, que foram bloqueados pelo governo federal.

A situação foi discutida em reunião realizada, nesta quarta-feira (2), entre o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, e o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Mario Neto Borges. No encontro, o CNPq manifestou preocupação com o cumprimento de obrigações com cientistas e pesquisadores, em relação aos recursos para o pagamento de bolsas.

Kassab apontou que a pasta trabalha pela liberação de valores, destacando a importância do financiamento oferecido pelo CNPq. O ministro ressaltou que o MCTIC tem mantido diálogo com a equipe econômica pela recomposição orçamentária e a preservação de recursos para pesquisa. "Estamos em diálogo permanente com o governo, com os ministérios econômicos e trabalhamos com a perspectiva de suprir o que é necessário para o CNPq", disse.

Na avaliação do presidente do CNPq, Kassab transmitiu "confiança" à direção da agência. "Manifestamos a preocupação com relação a recursos e bolsas de pesquisa, e o ministro nos tranquilizou quanto à situação, nos deixou confiantes para continuar trabalhando pela normalidade no CNPq", afirmou Mario Neto Borges.

O CNPq vem adotando medidas para aperfeiçoar a gestão orçamentária, com a redução de 30% no valor de locação do imóvel de sua sede em Brasília, além de diminuir despesas com contratos de manutenção predial, entre outras iniciativas. Segundo Borges, o CNPq passou a dividir espaço em Brasília com o escritório da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência também vinculada ao MCTIC, o que amplia a sinergia de projetos das duas entidades.

Enquanto isso, a comunidade científica, representada pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC), já pediu em carta ao ministro Gilberto Kassab “máximo esforço” junto à Presidência da República e ao Ministério do Planejamento para a liberação de recursos. No documento, as entidades alertam para a “situação extremamente preocupante do CNPq”, que põe em risco projetos e programas importantes.

(Agência ABIPTI, com informações do MCTIC)

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