Definida criação dos primeiros centros de desenvolvimento regional em universidades

C&T Política - BR


A criação de centros de desenvolvimento regional nas instituições de ensino superior foi definida nesta terça-feira (1º), em Brasília (DF), durante a reunião entre órgãos do Executivo e do Legislativo para discutir o projeto Centros de Desenvolvimento Regional (CDR). Inicialmente haverá quatro iniciativas piloto, nas universidades federais de Brasília (DF), Campina Grande (PB), Bagé (RS) e Itapeva (SP). A previsão é que comecem a funcionar dentro de cinco meses.

A criação de CDRs nas universidades tem a finalidade, segundo seus idealizadores, de articular atores locais como governo, instituições, associações e empresários em prol do desenvolvimento do território. O projeto é tocado pelo Ministério da Educação, em parceria com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e o Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara dos Deputados (Cedes).

A proposta de criação dos centros nasceu do estudo do Cedes sobre instituições de ensino superior e o desenvolvimento regional, relatado pelo deputado Vitor Lippi (PSDB-SP). A meta, segundo ele, é chegar aos 1.500 campi universitários existentes no país, incluindo as universidades federais e estaduais e os institutos federais de educação.

“Cada campus ficaria responsável por dois, três ou quatro municípios, e veria quais são as potencialidades para o desenvolvimento sustentável daquela região, as atividades econômicas, os setores produtivos, as vocações; a partir daí faria um plano de desenvolvimento de 20 anos para melhorar a produtividade, a eficiência, agregar valor aos produtos, agregar incorporação tecnológica e melhorar a qualificação profissional”, explicou Vitor Lippi.

Cada CDR deverá contar com uma estrutura mínima de seis professores, seis alunos e um secretário executivo, e custará, em média, R$ 250 mil por ano. Para o deputado federal Ariosto Holanda (PDT-CE), o valor é pequeno, dada a potencialidade do projeto. Holanda defendeu a participação dos bancos de desenvolvimento no financiamento dos projetos.

O MEC estuda a possibilidade de oferecer incentivos para os docentes que criarem projetos voltados para o desenvolvimento sustentável local e regional.

(Agência ABIPTI, com informações da Agência Câmara de Notícias)

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