São Paulo será modelo de teste para soluções em cidades inteligentes

C&T Inovação - BR

De acordo com os pesquisadores, São Paulo se adapta de forma mais rápida as soluções - Foto: Divulgação/InternetDe acordo com os pesquisadores, São Paulo se adapta de forma mais rápida as soluções - Foto: Divulgação/Internet

Mais da metade da população mundial vive hoje em cidades e, em 2050, o índice deve saltar para 75%, o que pode incluir aumento dos atuais problemas nos centros urbanos. Pensar no uso da Ciência da Computação em iniciativas para melhorar a qualidade de vida nesses locais é o objetivo da Escola São Paulo de Ciência Avançada em Cidades Inteligentes (ESPCA), organizada pelo Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP).

Ao todo, 150 estudantes de pós-graduação de diversas partes do mundo se reúnem por meio da iniciativa para pensar soluções envolvendo cidades inteligente. O programa integra especialistas em áreas como redes móveis, internet das coisas, sustentabilidade, visualização, simulação em grande escala, inovação, privacidade, aprendizado de máquina, big data e frameworks de software, todos com formação em Ciência da Computação. Os 10 cursos estão sendo realizados até 4 de agosto, no auditório da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, na Cidade Universitária, em São Paulo.

Segundo o coordenador do evento, Alfredo Goldman, o objetivo de reunir pesquisadores nestas duas semanas está em usar a computação para conseguir criar soluções que sejam reprodutíveis em todas as cidades. “O foco da Escola é pensar como nós, cientistas da computação, podemos lidar e disponibilizar dados para que, junto com as outras áreas, seja possível resolver os problemas das cidades”, afirmou.

A ideia de realizar a Escola em Cidades Inteligentes surgiu como um desdobramento do projeto que reúne 48 pesquisadores em nove universidades brasileiras no estudo sobre o tema. Criado no ano passado, o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) da Internet do Futuro para Cidades Inteligentes tem realizado estudos e publicado artigos apresentando soluções que estão sendo testadas no Brasil e que podem ganhar escala global.

O projeto é um dos 33 INCTs do Brasil financiados por parcerias entre instituições federais – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) – e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

“Acredito que São Paulo se mostra como uma cidade boa para fazer testes de modelos e soluções em cidades inteligentes. É uma cidade que se adapta a mudanças e soluções de forma muito rápida”, disse Goldman. Entre as pesquisas realizadas pelo projeto estão aplicativos e análise de dados sobre transporte, atraso de ônibus, dados de saúde e privacidade de dados.

Outro grupo do projeto está investigando como melhorar as redes acessíveis em carros. “Em um sistema de monitoramento de trânsito, por exemplo, os carros passam muito rápido uns pelos outros, o que faz com que o tempo não seja suficiente para fazer com que a informação vá e volte da nuvem. Uma forma que estamos estudando de melhorar isso é, em vez de mandar para a nuvem, usar uma espécie de roteador, tornando o sistema mais rápido, mais eficiente e sem erro”, informou o coordenador.

De acordo com Goldman, o INCT está aplicando o conceito de usar computação para tornar as cidades melhores para se viver. “O projeto deve servir como alavanca para conseguir outros financiamentos e aumentar a visibilidade e a pesquisa que pode ser feita em cidades inteligentes. Na ESPCA pudemos, além de trazer pessoas ligadas ao projeto – principalmente estudantes –, também aumentar a visibilidade de uma maneira enorme para o mundo inteiro”, disse Goldman.

(Agência ABIPTI, com informações da Fapesp)


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