Melhora na competitividade passa pela inovação nos pequenos negócios, avalia Sebrae

C&T Economia - Economia

 

A melhoria da competitividade da economia brasileira depende da inserção da inovação nos pequenos negócios. A afirmação foi feita pelo diretor de Administração e Finanças do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Vinicius Lages, que participou do painel “Inovação no Brasil e no Mundo: Situação Atual e Perspectivas”, no 7º Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria.

Lages ressaltou que a inovação pode gerar maior valor para as micro e pequenas empresas (MPEs) do país, que representam 98% do universo empresarial brasileiro, mas somente 27% do Produto Interno Bruto (PIB). “Nós temos que avançar na sensibilização dos pequenos negócios para a cultura da inovação”, afirmou Vinicius.

Ele lembrou que o Sebrae tem investido crescentemente em inovação, atingindo 35% do seu orçamento, acima dos 20% obrigatórios por lei. Citou, por exemplo, as iniciativas da instituição no fomento às startups. “São nos pequenos negócios que surgem as startups e as spin offs de grandes empresas”, destacou.

O diretor do Sebrae também apontou as ações da entidade voltadas aos projetos de encadeamento produtivo, no qual os pequenos negócios passam a participar da cadeia de valor de grandes companhias. “As pequenas empresas que participam de uma cadeia global de valor adquirem maior capacidade de inovar”, disse Vinicius Lages.

Alternativas

Os participantes do painel concordaram com a necessidade de o Brasil buscar alternativas para se tornar mais competitivo no campo da inovação. Ralph Schweens, presidente da Basf - líder mundial na área química - para a América do Sul, lembrou que o país ficou na 69ª posição do Índice Global de Inovação, ocupando o último lugar no BRICS e, na América Latina, ficando atrás do México e da Colômbia.

Ele citou como uma das principais bases pra a inovação o comprometimento das políticas públicas com a inovação, lembrando o caso países como Israel e Cingapura. Outro ponto foi o âmbito da regulação. “O Brasil deixa de ganhar muito dinheiro por conta da insegurança do marco regulatório”, ressaltou Ralph, lembrando que é necessário mais opções de investimentos no mercado de capitais para as empresas inovadoras.

(Agência ABIPTI, com informações da Agência Sebrae)



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