Brasil permanece estagnado no Índice Global de Inovação

C&T Internacional - Internacional

O Brasil não melhorou seu desempenho em inovação e manteve a 69ª colocação no Índice Global de Inovação 2017, divulgado na Suíça pela Universidade Cornell, a escola de negócios Insead e a Organização Mundial de Propriedade Intelectual (Ompi). O ranking examinou 81 indicadores para avaliar a performance de 127 países, como registros de patentes, despesas em educação, instrumentos de financiamento, entre outros.


Mesmo sendo a maior economia da América Latina e do Caribe, o Brasil ocupa apenas a 7º posição no ranking regional de inovação, dentre 18 países, ficando atrás de vários vizinhos latinos. O país mais bem colocado é o Chile (46º), seguido por Costa Rica (53º), México (58º), Panamá (63º), Colômbia (65º) e Uruguai (67º).


Pelo sétimo ano seguido, a Suíça ocupa o topo da lista. Suécia, Países Baixos, Estados Unidos e o Reino Unido completam os cinco primeiros lugares do ranking. Países emergentes como Índia, Quênia e Vietnã apresentaram resultados superiores a economias com níveis semelhantes de desenvolvimento. Isso devido ao grande esforço em prol do aperfeiçoamento dos seus ecossistemas de inovação e da conquista de uma posição elevada em indicadores importantes relacionados com a educação, pesquisa e desenvolvimento (P&D), crescimento da produtividade e das exportações de produtos de alta tecnologia.


Entre 2016 e 2017 houve uma melhora tímida do Brasil no indicador de eficiência da inovação. O país passou da 100ª posição para a 99ª, mas perdeu posições no ranking de renda média - passou de 17º para 18º. O panorama da inovação no Brasil mudou de otimismo para preocupação em sete anos. Em 2011, ele ocupava a 47ª posição - a melhor colocação já registrada – mas caiu para a 69ª em 2016 e em 2017. A posição geral só não é pior do que a aferida em 2015, em que o país ocupou o 70º lugar.


"As classificações do Índice Global de Inovação desta região não registraram progressos significativos, relativamente a outras regiões, no decorrer dos últimos anos, e nenhum país da América Latina e do Caribe mostra atualmente desempenhos notáveis em matéria de inovação, levando em conta o seu nível de desenvolvimento", aponta o documento.


Em sua décima edição, o estudo assinala um fosso constante na capacidade de inovação entre as nações desenvolvidas e em desenvolvimento, bem como índices medíocres de crescimento para as atividades de P&D, tanto no âmbito governamental como empresarial. “A inovação é o motor do crescimento econômico numa economia global cada vez mais baseada no conhecimento, mas um maior volume de investimentos é necessário para estimular a criatividade humana e o desempenho econômico”, disse Francis Gurry, diretor-Geral da Ompi.


Pontos positivos

 

Apesar disso, o relatório ressaltou pontos positivos nas principais economias da região. "Chile, México, Brasil e Argentina registram bons desempenhos nas áreas do capital humano e de pesquisa, tais como a qualidade de suas universidades, matrícula em educação superior e presença de empresas globais de P&D, assim como em matéria de tecnologia da informação e das comunicações [TICs], graças aos seus altos índices em matéria de serviços oficiais online e de participação online", detalha o relatório.


Ainda segundo o estudo, um grupo de economias de rendimento médio e baixo tem registrado um desempenho na área da inovação significativamente melhor do que o seu nível atual de desenvolvimento poderia pressupor. Ao todo, 17 países foram classificados como “conquistadores da inovação” este ano, marcando um leve aumento em relação a 2016. Desses, nove são oriundos da região da África Subsaariana, como o Quênia e Ruanda, e três são oriundos da Europa Oriental.


(Agência ABIPTI, com informações da Agência CNI de Notícias)


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