Estudo mostra que Brasil tem mais de mil pequenos negócios na cadeia de energia solar

C&T Economia - Economia

Levantamento do Sebrae lançado na última terça-feira (13)  durante o Encontro de Energias Renováveis, em São Paulo, constatou que o Brasil tem mais de mil pequenos e médios negócios atuando na cadeia de energia solar fotovoltaica. A maioria dessas empresas trabalha com prestação de serviços – como o de instalação e manutenção dos módulos solares – mas há, também, startups com foco no desenvolvimento de tecnologias mais eficientes ou de novos modelos de negócios para a comercialização desse tipo de energia.

O estudo identificou as regiões Sul e Sudeste como polos de geração de energia fotovoltaica no país. Além de contarem com boa distribuição do recurso solar, esses locais trazem vantagens para os empresários, tais como incentivos fiscais, infraestrutura estabelecida e qualidade da mão de obra.

A energia fotovoltaica deve representar 32% da matriz elétrica brasileira até 2040, segundo projeções da Bloomberg. Os cálculos feitos pela Cela indicam que o setor deve movimentar uma média anual de quase R$ 15 bilhões no país até lá. Grande parte desse montante (74%) deve ser revertida para projetos de geração distribuída, que, em sua maioria, ficam nas mãos de pequenos negócios.

O levantamento trouxe, ainda, informações sobre as 69 linhas de financiamento que podem atender ao setor solar no Brasil. Embora haja muitas opções, o setor enfrenta dificuldades com a burocracia, com a oferta de garantias e com o alto custo. “Existe uma questão relacionada ao público-alvo. Muitas linhas são pensadas para o consumidor final de energia e não para a empresa que pensa em soluções”, comentou o diretor da Cela.

Além do lançamento do estudo, o Encontro de Negócios em Energias Renováveis abrigou a primeira rodada internacional de negócios para as cadeias de energia eólica e solar fotovoltaica organizada pelo Sebrae. Na segunda (12), primeiro dia de reuniões, 58 donos de pequenos negócios foram recebidos por 12 empresas âncoras, em um total de 67 encontros. A expectativa dos micro e pequenos empreendedores é que as atividades gerem retorno da ordem de R$ 11,3 milhões.

(Agência ABIPTI com informações do Sebrae)



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