Secretário defende desoneração da folha para gerar emprego e renda no setor de TIC

C&T Gestão - Gestão

O secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Maximiliano Martinhão, defendeu a desoneração da folha de pagamento do setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), em audiência pública na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (13). Segundo ele, uma reoneração que não considere o caráter estratégico do setor pode impactar a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação (PD&I) no país.

 

"Sem a oneração, há a possibilidade da geração de 21 mil postos de trabalho e um crescimento do emprego no setor da ordem de 5,5% ao ano, bem como aumento da remuneração”, afirmou Martinhão.

 

De acordo com ele, a reoneração, que já aconteceu, levou a uma redução de 86 mil postos de trabalho, uma retração do setor em 2% e uma estabilidade da remuneração. “Então, é preciso que essa medida seja devidamente adequada para não impactar o setor, lembrando que, por se tratar de um setor que emprega mais gente, aumenta a produtividade da economia brasileira", explicou.

 

O secretário lembrou que o país está entre o quarto e o sexto mercado mundial de TICs, respondendo por 8% da demanda mundial. "O Brasil é o principal ‘player' da nossa região e responde por 8% desse mercado global. Em 2016, temos dados que demonstram uma produção setorial de mais de R$ 480 bilhões. O setor cresceu 8,2%, gerando mais de 800 mil empregos em 2016 só no setor de TI, sem considerar a parte de comunicação. De 2011 a 2015, teve crescimento médio de 12% ao ano", informou.

 

Previdência

 

Na audiência, realizada para debater a Medida Provisória 774, que trata da contribuição previdenciária sobre a receita bruta, Maximiliano Martinhão afirmou que o setor de TICs deve ser chamado para discutir a sustentabilidade do sistema previdenciário brasileiro.

 

"A opinião do ministério é que o setor tem sim que ser chamado a contribuir para o sistema previdenciário saudável, mas cada setor tem que ser medido dentro da sua particularidade e da sua importância estratégica. Também é necessária uma análise adequada do impacto do setor e que essa análise seja feita de forma setorial. A gente acha que existe espaço para um tratamento diferenciado", avaliou.

 

(Agência ABIPTI, com informações do MCTIC)