Setor de biocombustíveis demonstra potencial da ciência brasileira, avalia secretário

C&T Política - BR

A ciência tem o potencial de promover o desenvolvimento econômico e social, a exemplo dos avanços do setor de biocombustíveis no Brasil. A avaliação é do secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Alvaro Prata, feita esta semana, em Brasília (DF), durante a abertura do seminário “Biodiesel e Bioquerosene: Sustentabilidade Econômica e Ambiental”.

Prata destacou que a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (Encti), válida até 2022, contém um plano de ação voltado a energias renováveis, com ênfase em biocombustíveis. “Se há uma demonstração daquilo que nós podemos fazer e daquilo pelo qual o Brasil pode ser reconhecido no mundo, certamente são as nossas atividades ligadas aos biocombustíveis."

O secretário citou como exemplo o RenovaBio, programa anunciado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em dezembro passado, para “somar esforços em prol do desenvolvimento, da expansão e do sucesso da produção”, comentou. “Damos, ainda, um passo adicional ao trabalhar com a recém-lançada Rede Brasileira de Bioquerosene e Hidrocarbonetos Renováveis para Aviação", destacou.

O secretário lembrou que, no âmbito do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) estruturou a Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel (RBTB). "Essa iniciativa tem tido grande sucesso e nunca é demais mencionar que, dos 14 editais específicos para promoção de pesquisa, desenvolvimento e inovação, 13 foram lançados em parceria com o CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico]", afirmou. "O 14º envolveu a Finep [Financiadora de Estudos e Projetos]."

Já o chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Guy de Capdeville, ressaltou atividades de pesquisa da instituição em biodiesel e, mais recentemente, combustíveis de aviação. "É uma demanda grande que está chegando ao país", observou. "E a Embrapa tem procurado atuar no desenvolvimento de matérias primas, insumos e processos que possam tornar essa cadeia produtiva muito mais eficiente, com preços competitivos e que possam, de fato, fazer uma diferença para a economia nacional e para os setores envolvidos."

Segundo o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, o governo federal discute o aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao óleo diesel. "Eu não vejo mais, com toda a sinceridade, dificuldade para a gente poder, de fato, já estar falando em 10% no início do ano que vem e para que, ainda em 2017, tenha uma notícia positiva, que seria a antecipação do B9 [9%]."

(Agência ABIPTI, com informações do MCTIC)



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