Especialistas cobram mais investimentos e leilões para expandir energia eólica no país

C&T Política - BR

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados realizou, nesta quarta-feira (17), uma audiência pública sobre a expansão da energia eólica no Brasil. Representantes do setor cobraram a continuidade da construção de novas linhas de transmissão e a realização de novos leilões de energia no país.

De acordo com o deputado José Rocha (PR-BA), que solicitou a audiência, o Brasil ocupa o 9º lugar no mundo em oferta de geração de energia eólica e tem capacidade de expansão desde que haja investimentos no setor. Para ele, o programa nacional referente a fonte eólica é “tímido” e precisa avançar.

“Nós temos 7% de energia gerada no país que é eólica, um percentual considerado bastante baixo; no Nordeste, 50% da energia gerada é eólica; a Bahia é o segundo gerador, com 6.2 bilhões de megawatts em 2016", informou.

Superintendente de Promoção do Investimento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Paulo Guimarães relatou que o estado é hoje líder de projetos vendidos em leilões de energia, com investimentos que podem ultrapassar R$ 21 bilhões. Ele ressaltou que já foram criados cerca de 26 mil empregos no estado com a implantação de parques eólicos e disse esperar que os leilões voltem no próximo ano.

"Se houver uma constância nos leilões, aí você vai ter uma constância no número de geração de empregos. A expectativa com aqueles 5.700 megawatts já comercializados na Bahia é que venham a gerar 86 mil empregos, a maior parte deles na região do semi-árido."

Entretanto, esses leilões só são realizados se comprovada, por meio de estudos, a necessidade de energia nova a ser comprada. Com a crise econômica brasileira, não há demanda de compra.

Segundo o secretário-adjunto de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Moacir Bertol, está em andamento a elaboração do Plano Decenal de Expansão de Energia, referente aos anos de 2017 a 2026. Ele disse que o plano vai sinalizar o crescimento e a oferta necessária para atender o mercado e, então, definir a necessidade de leilões para a contratação de energia de todas as fontes. “É preciso que sejam feitas todas as avaliações da prospecção do mercado, esse crescimento e essa necessidade de energia.”

(Agência ABIPTI, com informações da Agência Câmara)


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