Finep apoiará políticas tecnológicas para impulsionar Indústria 4.0 no Brasil

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A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) pretende apoiar iniciativas tecnológicas na área de manufatura avançada, também chamada de Indústria 4.0, e estabelecer parcerias internacionais no setor. O anúncio foi feito por representantes da entidade durante a Feira Hannover Messe, na Alemanha – considerado o maior evento de tecnologia industrial do mundo.

Algumas das tecnologias vistas no evento incluem máquinas que se autoavaliam e informam quando precisam de reparo (manutenção preditiva), e robôs twin controlados virtualmente a partir de imagens 3D. Segundo o diretor de Inovação da Finep, Márcio Girão, agências do governo alemão já procuraram a Finep após a feira para discutir uma cooperação em clusters e projetos tecnológicos.

“Presenciamos o estado da arte industrial e fizemos contato com empresas sobre seu interesse em atuar no Brasil, inclusive em colaboração com nossas empresas e ICTs [Instituições de Ciência e Tecnologia]. Esperamos desenvolver parcerias internacionais em breve”, destacou Girão. “Queremos contribuir para as políticas tecnológicas do Brasil e impulsionar a Indústria 4.0 no país”, completou.

A Finep já faz parte de um grupo integrado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) que estuda a Indústria 4.0 e suas oportunidades no Brasil. Na avaliação do diretor da Finep, agora é preciso consolidar projetos específicos para o segmento que envolvam questões tributárias, subvenções, crédito e parcerias empresa-academia.

“É uma área com altíssimo grau de inovação e fortes riscos envolvidos, principalmente no Brasil, onde os processos, que mal se iniciaram, têm de encarar um ambiente de forte competição internacional e alto grau de sofisticação tecnológica”, ressaltou.

Fábricas nacionais

Para o superintendente da Área de Inovação em Indústria, Engenharia e Serviços (AIES), Maurício Syrio, embora o Brasil tenha um caminho mais longo na corrida tecnológica em relação aos países mais desenvolvidos, há fábricas nacionais com um nível de automação excelente.

“Não precisamos comprar os equipamentos mais modernos do mundo nem trocar toda a linha de produção de nossas fábricas. Podemos adaptar as atuais e passar da indústria 2.0 para a 3.5, por exemplo, com a introdução de sensoriamento e virtualização dos equipamentos. O Brasil tem, sim, condições de entrar nessa competição”, concluiu Syrio.

(Agência ABIPTI, com informações da Finep)

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