Emendas tem potencial de ampliar alcance do SGDC nos municípios, avalia Kassab

C&T Política - BR

O Congresso Nacional pode ajudar a ampliar o alcance do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), lançado ao espaço em 4 de maio, por meio de emendas parlamentares destinadas a fortalecer a infraestrutura de banda larga nos municípios. A proposta é do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, que participou nesta semana de audiência pública na Câmara dos Deputados.

 

"Fiz questão de vir à Câmara para que os deputados tomem consciência da importância desse programa daqui para frente e do impacto das emendas parlamentares apresentadas por vocês, porque uma parte da capacidade do SGDC será, evidentemente, disponibilizada aos municípios", disse o ministro.

 

De acordo com Kassab, os recursos podem ajudar a fortalecer a infraestrutura de captação. “Lá de cima, o satélite tem a capacidade de espalhar internet por todo o território nacional, com apoio de simples anteninhas de custo aproximado de R$ 1,2 mil. As estradas agora são feitas com fibra óptica e banda larga. Hoje, é assim que o Brasil se une e é assim que o Brasil vai se desenvolver."

 

O ministro destacou, ainda, o planejamento do governo federal para dar um sentido permanente ao programa, com novos satélites. "O SGDC inaugura a série e tem um prazo de vida útil estimado de 18 anos, mas é evidente que em pouco tempo o Brasil precisará se preparar para a sua substituição", afirmou. "Esse será o primeiro satélite de nossa propriedade, ou seja, teremos autonomia em relação às suas operações. A capacidade dele equivale aproximadamente ao dobro da capacidade de todas as operadoras juntas hoje no país."

 

O deputado federal Wilson Filho (PTB-PB) ressaltou a "variedade de vertentes" a serem impactadas pelo SGDC, como defesa, educação, saúde e agricultura. Segundo Kassab, a assinatura de convênios com outras pastas do governo federal deve levar banda larga a equipamentos públicos, em curto prazo, e transformar a qualidade dos serviços prestados.

 

O ministro abordou ainda os efeitos do SGDC sobre o programa Cidades Inteligentes, por meio do qual o governo federal busca modernizar a gestão pública, ampliar o acesso da população aos serviços, aumentar a transparência do setor público, democratizar o acesso à internet e apoiar o desenvolvimento local. "Com o satélite, poderemos atender muito mais demandas por educação, saúde e, talvez, agricultura. Por isso, daremos ao programa uma nova cara e uma nova dimensão, para que ele possa atender a outros objetivos, financiado por emendas parlamentares", ressaltou.

 

O SGDC é o primeiro satélite geoestacionário brasileiro de uso civil e militar. Adquirido pela Telebras, recebeu R$ 2,7 bilhões em investimentos numa parceria entre MCTIC e Ministério da Defesa.

 

(Agência ABIPTI, com informações do MCTIC)

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