SGDC chega à posição definitiva até sábado

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O Satélite Geoestacionário Brasileiro de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), lançado ao espaço na semana passada, deve chegar à sua posição final neste sábado (13). O equipamento está na terceira volta ao redor da Terra e terá que dar mais quatro voltas para chegar ao local correto, onde ficará nos próximos 18 anos.

 

De acordo com o presidente da Telebras, Antonio Loss, até agora todas as etapas após o lançamento foram concluídas com sucesso, como a abertura dos painéis solares que garantirão a energia ao satélite e o envio dos primeiros sinais de telemetria. “A saúde do satélite está perfeita”, disse.


Quando o satélite chegar a seu destino, serão iniciados os primeiros testes de transmissão, que duram 45 dias. A previsão é que em 1º de julho a Telebras comece a fazer os primeiros testes para medir a potência do satélite para a transmissão de dados em todas as regiões do país.


“Este é um satélite que vai levar transmissão de dados, que é uma demanda crescente. Em um país continental como o nosso, a única forma de chegar em algumas regiões remotas é com um satélite artificial”, afirmou Loss.


Parte da capacidade do satélite será alugada para empresas privadas para oferta de banda larga, especialmente em regiões remotas. Segundo Loss, a Telebras vai ficar com a capacidade necessária para oferecer serviços nos setores de saúde e educação, e comercializar outra parte para gerar concorrência na oferta de internet. “Cada região do Brasil vai ser estimulada com a concorrência de, no mínimo quatro competidores simultaneamente”, informou.


Lançamento


O lançamento do foguete que levou o satélite ao espaço ocorreu no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, na última quinta-feira (4). O satélite, de 5,8 toneladas e 5 metros de altura, vai ficar posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico.


O equipamento será utilizado para comunicações estratégicas do governo e para ampliar a oferta de banda larga no país, especialmente em áreas remotas. O projeto é uma parceria entre os ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, e envolve investimentos de R$ 2,7 bilhões.

 

(Agência ABIPTI, com informações da Agência Brasil)


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