“Precisamos lutar para tornar o FNDCT um fundo financeiro”, afirma presidente da Finep

C&T Economia - Economia

Um dos caminhos para o fortalecimento da área de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) no Brasil passa pela transformação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) em um fundo financeiro e pelo combate à dispersão de seus recursos. A afirmação foi feita pelo presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Marcos Cintra, durante a 11ª Reunião Magna da Academia Brasileira de Ciências (ABC), realizada nesta quarta-feira (10), no Rio de Janeiro (RJ).

“Hoje, o FNDCT, principal fonte de financiamento à CT&I no Brasil, é um fundo contábil [rubrica orçamentária] e está comprometido por cortes lineares, perda de arrecadação e questões institucionais, como o fim do CT-Petro. Precisamos lutar politicamente para transformá-lo em um fundo financeiro, como o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e o Fundo Social”, avaliou Cintra. Para ele, essa é a saída para pôr fim à instabilidade orçamentária da área e manter os saldos do Fundo ao término de cada ano.

O presidente da Finep também destacou a necessidade de combater a dispersão de recursos. “Há propostas de uso dos recursos do FNDCT para financiamentos do Fies [Fundo de Financiamento Estudantil], por exemplo. Embora este seja um programa importante, a verba do Fundo não pode ser pulverizada e deslocada para outras atividades”, completou.

Cintra, que também é economista e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), fez ainda um resumo da história do pensamento econômico para explicar como CT&I são fatores unânimes e determinantes para o desenvolvimento das nações. “Somente a partir da segunda metade do século XX chegou-se ao consenso vigente até hoje: a longo prazo, o progresso econômico é fundamentalmente determinado pela capacidade tecnológica de um país. Ciência, tecnologia e inovação, desde então, assumiram um lugar prioritário no desenvolvimento das nações.”

Apesar de haver unanimidade em relação à importância desses três fatores, ele destacou que é preciso manter a continuidade nos investimentos feitos na área. “Costumo comparar CT&I a uma maratona. Mas, nesse caso, a linha de chegada está em constante deslocamento. O ponto fundamental é estarmos sempre no pelotão da frente. Descontinuar aporte de recursos no setor é algo devastador”, alertou.

Para o presidente da Finep, o erro, no entanto, não está no ajuste fiscal – essencial, em suas palavras –, mas na forma linear como os cortes orçamentários têm sido feitos.

(Agência ABIPTI, com informações da Finep)

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