Lançado primeiro satélite brasileiro de comunicações e defesa

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Lançamento do SGDC foi considerado um sucesso. Equipamento deverá estar posicionado na sua rota orbital em dez dias - Foto: Internet/ ReproduçãoLançamento do SGDC foi considerado um sucesso. Equipamento deverá estar posicionado na sua rota orbital em dez dias - Foto: Internet/ Reprodução

O primeiro Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) brasileiro foi lançado com sucesso ao espaço, nesta quinta-feira (4). A missão, que foi feita na base de Kourou, na Guiana Francesa, durou cerca de 30 minutos e foi considerada perfeita pelo centro de controles da Arianespace, empresa lançadora de satélites. A previsão é que o SGDC esteja em pleno funcionamento em meados de junho, e a partir daí, possa ampliar a banda larga em território nacional.

Do Centro de Operações Espaciais Principal (COPE-P), localizado na Base Aérea de Brasília (Ala 1), o presidente da República, Michel Temer, acompanhou o lançamento do satélite, junto aos ministros da Defesa, Raul Jungmann, e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab. Acompanhe o momento do lançamento aqui.

"Devo dizer que, com o satélite, vamos democratizar o fenômeno digital, já que a banda larga vai atingir todos os recantos do Brasil. Ou seja, quem estiver lá no Amapá, no Amazonas ou outro canto do nosso país poderá ter acesso à banda larga. E, portanto, democratizaremos o sistema digital", afirmou Temer.

Convênios assinados entre os ministérios da Educação e da Saúde e a Telebras permitirão que pelo menos 7 mil equipamentos públicos municipais, estaduais e federais possam conectar-se à rede mundial de computadores. Na avaliação do ministro Gilberto Kassab, essas ações vão elevar a qualidade dos serviços públicos e melhorar as condições de cidadania da população.

"Qualquer escola da região Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste terá, em poucos meses, acesso à banda larga, fazendo com que a educação seja de melhor qualidade. E, da mesma maneira, possibilitará, por meio desse satélite, levar a banda larga a qualquer equipamento de saúde pública do nosso país", disse Kassab.

A Saúde será beneficiada com 10% de tecnologia banda larga para ampliar conexão em Unidades Básicas de Saúde, principalmente de regiões remotas do país. “Essa iniciativa vai apoiar os municípios no processo de informatização do SUS, possibilitando uma maior conectividade e facilitando, entre outras coisas, a implementação do prontuário eletrônico”, disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Já as Forças Armadas terão 30% da capacidade do SGDC dedicadas exclusivamente para o uso em comunicações estratégicas de defesa e do governo. Segundo o ministro Raul Jungmann, esta característica, aliada ao fato de o equipamento ser totalmente controlado por especialistas brasileiros, garante uma soberania nunca antes alcançada pelo país.

"Esse é um projeto de imenso sucesso que representa um grande passo no sentido da soberania, na medida em que é o primeiro satélite estritamente operado por brasileiros. E, evidentemente, também para o governo, pois as suas comunicações estratégicas estarão blindadas de qualquer tipo de tentativa de obter essas informações tão essenciais para os brasileiros e brasileiras", enfatizou.

Após o lançamento

Nos primeiros dias após o lançamento, o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas passará pelas configurações finais para a entrada em operação. O processo de posicionamento orbital – a 36 mil quilômetros de altitude em relação à superfície da Terra – deve levar até dez dias. Depois, serão necessários mais 30 dias para que todos os subsistemas do equipamento sejam verificados, já na órbita final.

Em meados de junho, o controle operacional do satélite já poderá ser feito pelas Forças Armadas. A banda utilizada para comunicações poderá ser usada a partir de setembro.

O governo brasileiro, porém, já trabalha em novos projetos. O ministro Gilberto Kassab revelou que o MCTIC e o Ministério da Defesa foram incumbidos pela Presidência da República de iniciar a preparação de uma série de novos satélites geoestacionários. "Por determinação do presidente Temer, os ministérios já estão envolvidos, junto com a Telebras, para que possamos iniciar o planejamento da continuidade desse programa."

SGDC

O SGDC é o primeiro equipamento geoestacionário brasileiro de uso civil e militar. Fruto de uma parceria entre o MCTIC e o Ministério da Defesa, recebeu R$ 2,7 bilhões em investimentos. Adquirido pela Telebras, tem uma banda Ka, que será utilizada para comunicações estratégicas do governo e implementação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) – especialmente em áreas remotas –, e uma banda X, de uso exclusivo das Forças Armadas.

Além de assegurar a independência e a soberania das comunicações de defesa, o acordo de construção do satélite envolveu largo processo de absorção e transferência de tecnologia, com o envio de 50 profissionais brasileiros para as instalações da Thales Alenia Space, em Cannes e Toulouse, na França. São especialistas da Agência Espacial Brasileira (AEB) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) – entidades vinculadas ao MCTIC –, além do Ministério da Defesa e das empresas Visiona e Telebras.

(Agência ABIPTI, com informações do MCTIC, Ministério da Defesa, Ministério da Saúde, Portal Planalto, Agência Brasil)


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