Emissão de alertas de desastres naturais podem ser aprimoradas

C&T Meio Ambiente - BR

Está em análise pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) a implementação de dez ações que podem melhorar a emissão e a resposta aos alertas, mitigando o impacto de deslizamentos de terra, inundações e enxurradas.

As propostas foram apresentadas durante o 1º Seminário Nacional de Avaliação dos Alertas, que contou com a participação de cerca de 200 representantes das defesas civis de todo o país, pesquisadores e técnicos do Cemaden. O encontro foi promovido pela entidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

As sugestões contemplam iniciativas como a melhora da metodologia de emissão de alertas e o desenvolvimento de novas tecnologias que permitam antecipar a ocorrência dos desastres.

"Estamos trabalhando todos juntos na gestão de risco e preservação de vidas, inclusive com foco no avanço da ciência dos desastres naturais. O seminário nos permitiu promover a discussão entre o emissor e os usuários dos alertas, bem como discutir ações integradas para aprimorar o monitoramento e alerta de desastres naturais", explicou a coordenadora de Relações Institucionais do Cemaden, Regina Alvalá.

Uma das aplicações que podem ser implantadas é a emissão de avisos por meio de mensagem SMS. A base tecnológica da iniciativa já está pronta e funciona em caráter experimental em 20 cidades de Santa Catarina. A proposta é expandir a tecnologia para todas as cidades monitoradas pelo Cemaden nos próximos meses.

O seminário também demonstrou a importância de adequar os protocolos de emissão de alertas de acordo com as características de cada região. O tempo de resposta das defesas civis na região amazônica, por exemplo, pode chegar a alguns dias nos casos de cheias dos rios. Por outro lado, no Sudeste e no Sul, regiões marcadas por episódios de enchentes e deslizamentos de terra, a atuação deve ser imediata.

Alertas

Atualmente, a Sala de Situação do Cemaden, em São José dos Campos (SP), monitora 958 municípios brasileiros. Destes, 821 integram o Plano Nacional de Gestão de Risco e Resposta a Desastres. São cidades com alto grau de ameaça para a ocorrência de desastres naturais, que respondem por 94% das mortes e 88% do total de desalojados e desabrigados do Brasil. Desde a criação do Centro, em 2011, já foram emitidos mais de 6,7 mil alertas.

Os alertas são emitidos com base em análises de risco de condições potencialmente adversas, utilizando estudos de modelagem e acompanhamento sistemático de dados fornecidos pelas redes geológicas, hidrológicas e meteorológicas do Cemaden, que estão espalhadas pelo país. Cada alerta é repassado ao Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), órgão do Ministério da Integração Nacional, que aciona a defesa civil nos estados e municípios.

(Agência Abipti com informações do MCTIC)

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