Banco do BRICS fará aporte de US$ 300 milhões em energia renovável no Brasil

C&T Economia - Economia

O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês), operado pelos países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), assinou nesta semana com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) um memorando de entendimento para o primeiro empréstimo desta instituição a projetos no Brasil, no valor de US$ 300 milhões. A operação terá o objetivo de apoiar investimentos em geração de energias renováveis.

O empréstimo do NDB, que contará com contrapartida do BNDES também de US$ 300 milhões, tem como finalidade o desenvolvimento do setor de energias renováveis, por meio do apoio a projetos de geração eólica, solar, pequenas centrais hidrelétricas, a partir de biomassa, biogás e resíduos agrícolas. Estima-se que o empréstimo viabilizará investimentos que adicionarão em torno de 600 megawatts (MW) à capacidade de geração brasileira.

De acordo com o BNDES, os recursos do NDB serão usados para diversificar e ampliar suas fontes de recursos e promover suas linhas de financiamento existentes para o setor de energias alternativas, como já o faz com os recursos provenientes de outros organismos multilaterais e agências oficiais de crédito. O empréstimo tem prazo de 12 anos, com um período de carência de três anos e meio.

Além da operação com o BNDES, já foram anunciadas pelo NDB duas operações com a China, que somam US$ 379 milhões, outras duas com a Índia, no valor de US$ 600 milhões, uma operação com a Rússia, no valor de US$ 100 milhões, e uma operação com a África do Sul, no valor de US$ 180 milhões.

Matriz

O Brasil possui uma matriz elétrica renovável, onde mais de 60% da geração é hidrelétrica. Entretanto, ainda que a hidroeletricidade seja um recurso renovável, o sistema tende a ficar cada vez mais exposto aos efeitos da mudança climática e de períodos de seca.

Nesse contexto, a nova parceria, como outras já firmadas com organismos internacionais, busca fomentar as energias alternativas com o apoio à diversificação da matriz elétrica, e incrementar a segurança do sistema elétrico no futuro, o que permitirá garantir o fornecimento elétrico para todos os setores da economia.

(Agência ABIPTI, com informações do BNDES e Ministério do Planejamento)

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