Tecnologia e eficiência energética são foco da nova etapa do Brasil Mais Produtivo

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O programa Brasil Mais Produtivo (B+P), que completa um ano este mês, reúne um conjunto de ações para ampliar a produtividade das empresas participantes em pelo menos 20%, por meio da oferta de consultoria especializada a indústrias de pequeno e médio porte, com o objetivo de reduzir os desperdícios mais comuns. A iniciativa começou uma nova etapa nesta quarta-feira (19), com foco em tecnologia e eficiência energética.

A expansão do programa prevê ações no eixo “digitalização e conectividade”, levando às empresas participantes técnicas de digitalização de todo ou parte do processo produtivo. Na prática, os consultores aplicarão soluções utilizando plataformas tecnológicas como: realidade aumentada no chão de fábrica; gerenciamento remoto; implementação da Internet das Coisas (IoT) na linha de máquinas e big data.

Esses mecanismos permitirão, por exemplo, a tomada de decisão automatizada para regulação da linha de produção, permitindo aumento do rendimento e da produtividade e ajustes rápidos dos parâmetros para economia de recursos. Atualmente, dez empresas passam por etapa piloto do programa na área de tecnologia, para a qual foram investidos R$ 2 milhões pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Esta fase deve durar todo o ano de 2017.

A partir de janeiro de 2018, 30 novas empresas participantes integrarão a iniciativa. Serão selecionadas indústrias que produzam equipamentos médicos, hospitalares e odontológicos. O custo estimado do investimento será de R$ 150 mil por participante, com recursos do Ministério da Saúde (MS).

“Nesse eixo, o programa busca enfrentar os desafios da indústria 4.0, uma vez que estamos propondo qualificar o processo produtivo com tecnologia de ponta”, disse o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Pereira. A metodologia poderá ser aplicada em qualquer setor e a expectativa é que outros segmentos da indústria possam ser integrados ao programa futuramente.

Eficiência Energética

O Brasil Mais Produtivo passa a oferecer ainda consultoria a empresas com foco em eficiência energética, buscando reduzir custos e desperdícios de energia no processo produtivo. Atualmente, o método a ser aplicado passa por testes, com 48 participantes.  Com isso, o governo pretende aplicar de forma racional e eficiente os recursos do programa, após testar a metodologia. Para esta fase, o MDIC disponibilizou R$ 1 milhão.

Após a conclusão do projeto piloto, cerca de 400 empresas serão atendidas, o que ocorrerá a partir de julho. Nesta etapa, o investimento será R$ 8 milhões em recursos provenientes de parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e também do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

Podem se candidatar ao Brasil Mais Produtivo  empresas industriais com produção manufatureira, de pequeno e médio portes, que tenham entre 11 e 200 empregados e, preferencialmente, estejam inseridas em Arranjos Produtivos Locais (APLs) ou aglomerações produtivas. O cadastro deve ser feito pela empresa na página do programa na internet, detalhando o setor e a localidade em que atua, além do número de funcionários.

Todos os demais detalhes das ações desenvolvidas pelo programa estão disponíveis no site www.brasilmaisprodutivo.com.br. Qualquer cidadão pode verificar os resultados do programa e dos recursos investidos. O portal traz ainda cases de sucesso, formulário para que empresas interessadas em participar possam se cadastrar, entre outras facilidades.

(Agência ABIPTI, com informações do MDIC)