GDF apresenta Parque Tecnológico de Brasília a entidades de CT&I

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Entidades de CT&I conheceram espaço reservado a elas no BioTIC - Foto: Agência ABIPTIEntidades de CT&I conheceram espaço reservado a elas no BioTIC - Foto: Agência ABIPTIO Parque Tecnológico de Brasília, batizado de BioTIC, abrigará em seu espaço a partir deste ano as instituições representantes da comunidade científica e da área de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) de todo o país, entre elas, a Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação (ABIPTI). Nesta segunda-feira (10), as entidades participaram de uma visita guiada ao local.

A reunião foi conduzida pelo secretário adjunto de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF, Marcelo Aguiar. De acordo com ele, até o fim de 2017 o edifício da governança do parque estará em funcionamento. O local abrigará as entidades em um espaço de 11 mil metros quadrados. “Essa visita foi para apresentar o prédio e a estrutura para as instituições e discutir parcerias com todas elas, inclusive abrindo espaços para que elas se instalem aqui”, explicou o secretário.

A dificuldade em tirar o parque do papel e torná-lo uma realidade nesta gestão será recompensada, segundo Aguiar. Na sua avaliação, o BioTIC trará um "enorme salto de qualidade para Brasília na área de CT&I". O local terá capacidade para abrigar aproximadamente 1,2 mil empresas com foco em inovação, tecnologia da informação e comunicação (TIC) e biotecnologia. “Essa iniciativa vem para mudar a matriz de desenvolvimento econômico do Distrito Federal”, pontuou.

O secretário explicou que o maior volume de empregos gerados no DF são na área pública e serviços. Contudo, o BioTIC pretende alterar esse cenário. A expectativa é que sejam criados mais de 25 mil empregos diretos com a instalação do parque. “O setor de ciência, tecnologia e inovação é estratégico. Para isso, nosso objetivo é criar condições para que Brasília se torne uma cidade inteligente”, garantiu.

Para a diretora executiva da ABIPTI, Flaudemira Paula, a construção do parque representa um esforço conjunto do Governo do Distrito Federal (GDF) com as demais partes envolvidas para estimular o desenvolvimento econômico, científico e tecnológico nacional. “O parque será um local estratégico para o DF e todo o país. É um espaço que abrirá muitas oportunidades no campo científico e tecnológico, tanto para nossos associados como para os setores de biotecnologia e tecnologia da informação”, afirmou.

Além da ABIPTI, acompanharam a visita representantes da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), do Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência Tecnologia e Inovação (Consecti), da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e do Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec).

O parque

Em janeiro deste ano, o GDF sancionou a lei de criação do parque, que altera a publicada em 2002, onde era previsto a instalação apenas de empresas ligadas às áreas de tecnologia da informação e comunicação e dava o nome ao local de Capital Digital. Agora, como BioTIC, amplia-se o escopo do empreendimento com a possibilidade do desenvolvimento da biotecnologia. Já funcionam nele os centros de processamento de dados do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal e uma subestação da Companhia Energética de Brasília (CEB).

O local será administrado por um fundo de investimento e ocupará uma área de 1,2 milhão de metros quadrados, entre a Granja do Torto e o Parque Nacional de Brasília. A concepção do parque foi elaborada pela Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) em parceria com a Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra) e a Secretaria Adjunta de Ciência, Tecnologia e Inovação, da Casa Civil do DF.

(Agência ABIPTI)


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