Brasil define na Convenção do Clima prioridades para frear aquecimento global

C&T Meio Ambiente - BR

 

O governo federal definiu com a Organização das Nações Unidas (ONU), durante a Convenção do Clima realizada nesta semana, em Brasília (DF), as medidas para avançar no combate ao aquecimento global e dar continuidade à redução de emissões em território nacional. Inclusão social e promoção do desenvolvimento sustentável estão entre as prioridades. Para isso, os 23 milhões de brasileiros que moram na região amazônica serão centrais nas políticas previstas pelo governo.


De acordo com o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, é necessário trazer alternativas econômicas para as populações locais e incentivar áreas com bons resultados no combate ao desmatamento. “É preciso que eles saibam que manter a floresta em pé vale mais”, afirmou o ministro. “Os recursos precisam chegar aos mais sensíveis”, acrescentou.


Na avaliação da a secretária-executiva da Convenção da ONU sobre Mudança do Clima (UNFCCC), Patrícia Espinosa, essas e outras ações já em andamento no país são decisivas para o esforço mundial na agenda climática. “O Brasil tem uma liderança indiscutível nos temas ambientais”, declarou. Espinosa destacou a existência de uma rede de parceiros para catalisar ações em território nacional. “Um país como o Brasil tem uma grande infraestrutura e uma grande capacidade institucional”, ressaltou.


O envolvimento de toda a sociedade também foi apontado como ponto chave para conter o aquecimento do planeta. Nesse sentido, o Brasil foi um dos poucos a assumir metas para toda a economia no contexto do Acordo de Paris. “Concordo plenamente com a missão de integrar a luta contra a mudança do clima ao desenvolvimento de todos os setores econômicos”, aprovou Patrícia Espinosa. “É uma única agenda, não pode se separar.”


A estratégia para atingir essas metas está em fase de elaboração com ampla participação social. Até o fim de junho, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) recebe contribuições dos interessados em participar do processo. Além disso, o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC) conduz reuniões com nove câmaras técnicas de segmentos envolvidos com o assunto. Já se reuniram os grupos ligados a geração de energia e a florestas, biodiversidade, agricultura e pecuária.


A partir do material levantado com as consultas, o MMA será o responsável por fechar o documento. A expectativa é que o primeiro rascunho esteja pronto até a próxima Conferência das Partes (COP 23), marcada para novembro em Bonn, na Alemanha.


(Agência ABIPTI, com informações do MMA)



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