Sindicalistas alertam que mudança na exploração de petróleo pode causar desemprego

C&T Economia - Economia

Participantes da comissão geral que discute na Câmara dos Deputados as mudanças promovidas pelo governo federal na política de conteúdo local para exploração de petróleo e gás no Brasil criticaram a decisão de reduzir os percentuais de participação da indústria nacional no setor. Para o grupo, a medida vai agravar a situação de desemprego na indústria naval e em diversos municípios que têm nela sua principal fonte econômica.

O representante da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Artur Araújo, alertou que a política de redução de conteúdo nacional poderá custar o emprego de cinco mil engenheiros.

O vice-presidente do Sindicato Nacional da Construção e Reparação Naval (Sinaval), Fernando Barbosa, apontou uma redução de aproximadamente 50 mil vagas nos postos de trabalho no setor em todo o país em decorrência da crise econômica, passando de 82 mil empregados, em 2014, para 33 mil, em fevereiro deste ano. Barbosa lamentou que investimentos vultosos tenham sido feitos em novas fábricas, a partir de 2004, para que agora o país tenha “quedas brutais no emprego”.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, também avaliou que a capacidade de gerar empregos do setor poderá ser perdida em decorrência da política anunciada pelo governo. Para ele, o Brasil deve seguir o exemplo da Noruega e do Reino Unido, países que, mesmo com redução na produção de óleo bruto, conseguiram desenvolver o setor investindo em uma indústria forte, que não produz apenas petróleo e gás, mas também máquinas, tubos, plataformas e outros componentes.

Já o presidente da Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal), Marcelino da Rocha, fez um apelo às autoridades para que não deem continuidade ao “processo de desindustrialização” nacional.

O conteúdo local é o volume mínimo de equipamentos e serviços produzidos no país que são exigidos nas licitações. Conforme a nova política, para exploração em terra, o índice de conteúdo local será de 50%. Nos blocos em mar, o mínimo é de 18% na fase de exploração, 25% para a construção de poços e 40% para sistemas de coleta e escoamento. Nas plataformas marítimas, o percentual será de 25%.

(Agência ABIPTI, com informações da Agência Câmara de Notícias)


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