BNDES libera R$ 10 bilhões nos dois primeiros meses de 2017

C&T Economia - Economia

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desembolsou R$ 5,3 bilhões em fevereiro, somando R$ 10 bilhões em crédito liberado no primeiro bimestre de 2017. Na comparação com o mesmo período em  2016, o total de desembolsos do banco nos dois primeiros meses deste ano caiu 16%, ainda refletindo o quadro econômico brasileiro de baixo investimento.

Apesar da continuidade da retração nos desembolsos, as estatísticas do BNDES mostram redução do ritmo de queda desde a segunda metade de 2016. No primeiro semestre do ano passado, as liberações caíram 42% em relação ao mesmo período de 2015. No segundo semestre, a mesma comparação apontou queda mais amena, de 28%. Em 2017, a retração de 16% no primeiro bimestre seguiu a tendência, sempre em relação ao mesmo período do ano anterior.

Entre os setores econômicos, o destaque do bimestre foi a Agropecuária, cujos desembolsos somaram R$ 2,3 bilhões e registraram alta de 11% na comparação com o primeiro bimestre de 2016. Em meio a uma safra recorde, o setor respondeu por 23,3% das liberações do BNDES no período, refletindo diversos programas agrícolas do Governo Federal.

Dos R$ 10 bilhões liberados pelo banco em janeiro e fevereiro, quase 34% foram para o setor de Infraestrutura e pouco mais de 24% foram para Comércio e Serviços. Os desembolsos para os dois setores recuaram 10% e 1%, respectivamente. Na área de infraestrutura, no entanto, três subsetores tiveram forte alta nas liberações: telecomunicações (270%), transporte ferroviário (85%) e energia elétrica (48%).

A queda do desembolso total do banco no bimestre foi mais concentrada na Indústria, cujas liberações diminuíram 47% na comparação com o mesmo período do ano passado. Com isso, o setor industrial ficou com 18,7% do total emprestado pelo BNDES no início deste ano, somando R$ 1,88 bilhão. Em contraste com a realidade da Infraestrutura e da Agropecuária, a capacidade ociosa na Indústria ainda não estimula a tomada de crédito para investimentos no setor.

Na análise por porte de empresa, o recuo dos desembolsos foi mais forte para grandes companhias, com queda de 19%, enquanto que segmento de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) registrou queda de 10%. Já as liberações para médias empresas cresceram 29%, na comparação com o mesmo período de 2016, refletindo o aumento do limite de faturamento de R$ 90 milhões para R$ 300 milhões no enquadramento de empresas nesse segmento. A mudança foi estabelecida nas novas políticas operacionais do banco em janeiro.

(Agência ABIPTI, com informações do BNDES)

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