Rede Paulista de Astronomia pretende aumentar integração entre pesquisadores

C&T Sistemas Estaduais - BR

A comunidade científica do estado de São Paulo ligada à astronomia lançou nesta quinta-feira (16) a Rede Paulista de Astronomia (São Paulo Astronomy Network - SPAnet, na sigla em inglês). O objetivo é aumentar a integração e o compartilhamento de conhecimento e infraestrutura entre os pesquisadores da área, inspirada em experiências internacionais.

Para um dos responsáveis pela iniciativa e professor do Instituto de Astronomia e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP), Laerte Sodré, há uma dificuldade no setor, tanto em São Paulo como no Brasil em geral, em unir esforços. “[Queremos] promover a conectividade entre o pessoal que trabalha em astronomia no estado, para criar condições para que novas ideias e novos projetos prosperem de forma mais integrada e tragam resultados mais significativos”, afirmou.

Segundo ele, o Brasil já tem uma produção relevante na área. “O nosso impacto está acima da média mundial. Isso é realmente gratificante para nós”, disse, ao comentar dados da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) de que as menções dos trabalhos paulistas na área estão 30% acima da média mundial. São produzidos cerca de 500 artigos por ano no estado relacionados a questões astronômicas.

Como exemplo, Sodré citou a produção feita a partir do uso dos telescópios Gemini, projetados por um consórcio internacional, no qual o Brasil tem 6% de participação. Os equipamentos estão instalados em uma área desértica no Chile e em uma montanha no Havaí. “O impacto da ciência brasileira produzida com o Gemini é maior, relativamente, do que o dos demais parceiros”, afirmou.

A partir das conexões da rede SPAnet, Sodré acredita que os cientistas brasileiros também poderão buscar parcerias cada vez mais proveitosas com pesquisadores de outros países. Atualmente, 65% dos artigos astronômicos elaborados em São Paulo tem participação de autores estrangeiros. “Para melhorar o impacto da nossa astronomia, a gente tem que priorizar as ações com grupos fortes no exterior. Isso tem acontecido naturalmente e nós vamos buscar promover mais ainda.”, destacou.

Atualmente, estão sendo desenvolvidos três grandes projetos na área de observação astronômica no estado de São Paulo: um telescópio gigante que deve entrar em operação na década de 2020, um radiotelescópio e um telescópio de partículas.

(Agência ABIPTI, com informações da Agência Brasil)


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