Parque tecnológico de Brasília abrigará instituições de CT&I e comunidade científica

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Com um investimento previsto de R$ 3,2 bilhões, o Parque Tecnológico do Distrito Federal, batizado de BioTIC, cuja criação foi oficializada em janeiro deste ano, deverá abrigar em seu espaço instituições representantes da comunidade científica e da área de ciência, tecnologia e inovação (CT&). Além disso, terá a presença de centros de pesquisa, startups, aceleradoras e empresas.

O secretário de CT&I do governo distrital, Marcelo Aguiar, confirmou que o polo científico e tecnológico abrigará representações da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), do Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência Tecnologia e Inovação (Consecti) e da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), cuja parceria nesse projeto deve ser selada em abril.

Constam ainda as participações da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e do Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec). Segundo o secretário, na prática, essa iniciativa representa o esforço conjunto entre as partes na convergência de ações para o avanço científico e tecnológico nacional. “É um espaço estratégico porque ele é voltado à biotecnologia e à tecnologia da informação”, acrescentou.

Aguiar explicou ainda que essas instituições serão abrigadas no edifício de governança que hoje se encontra em processo de construção, em um espaço de 11 mil metros quadrados. A perspectiva é de que esse empreendimento seja inaugurado ainda em setembro deste ano. No mesmo espaço será abrigada também a Fundação de Amparo à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF) e atividades inerentes ao desenvolvimento do parque, como incubadoras e aceleradoras de empresas.

Conforme a avaliação do secretário, o BioTIC será um espaço estratégico para o desenvolvimento econômico, científico e tecnológico do Distrito Federal e de toda a região Centro Oeste, “o celeiro agrícola e pecuário do país”, com destaque para o Mato Grosso, principal produtor nacional de soja. “Identificamos que o foco do desenvolvimento futuro do Distrito Federal está na bioeconomia, que são todas as atividades vinculadas à produção agrícola e seus desdobramentos”.

As confirmações de Aguiar foram apresentadas na reunião nacional do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti), realizada na última quarta-feira (8), na sede do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), em Brasília (DF).

Espaço

A área total destinada ao parque tecnológico é estimada em 1,2 milhão de metros quadrados, em espaço localizado no fim da Asa Norte, entre a Granja do Torto e o Parque Nacional de Brasília. A primeira empresa a se instalar no local é a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), pela construção da Embrapatec, o braço de operações da estatal no mercado de inovação. No local já funcionam os datacenters do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

Na operação do empreendimento, o governo do DF participará com a doação do terreno avaliado em R$ 1,2 bilhão. O restante será a contrapartida da iniciativa privada, cujos investimentos totais devem somar R$ 3,2 bilhões. Pelo projeto aprovado, o parque será gerido por um fundo de investimento. A expectativa é que o início das obras das empresas deve começar a partir do próximo ano, devendo entrar em operação no fim de 2018.

(Agência ABIPTI, com informações do Jornal da Ciência)

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